Deus Ex: Human Revolution

07-09-2011 15:11

 

O terceiro capítulo da saga Deus Ex é um regresso às origens da série, prometendo agradar os fãs. É um exemplo perfeito de um híbrido entre FPS com RPG, oferecendo uma narrativa dinâmica e muito interessante. Destaque para as abordagens distintas aos objetivos, garantindo que tanto os amantes de um bom shooter e de ação furtiva desfrutem desta aventura. Sem dúvida, um dos grandes lançamentos do ano!

A série Deus Ex, produzida por Warren Spector e Harvey Smith, nos velhos tempos da Ion Storm, esteve ausente durante vários anos, deixando os fãs ansiosos pela continuação da saga. O mérito vai para o ambiente futurista, bastante credível, prestando homenagem às melhores obras de ficção científica, destacando-se o filme Blade Runner, de Ridley Scott. Não faltam cenários com um tom noir, ruas das cidades enfeitadas com néon, gigantescos ecrãs de publicidade e eventos noticiosos, os bairros orientais e a atmosfera envolvente com chuva e nevoeiro.

 



Para este novo jogo, a Eidos Montreal captou toda essa essência, conseguindo ir ainda mais longe. As cidades disponíveis – Detroit, Montreal ou Xangai, oferecem vitrinas e lojas com produtos fictícios, inventando marcas de carros, alimentação ou vestuário de tal forma credível, que existem planos para lançar uma gama de roupas inspiradas em Human Revolution. A completar o cenário cyberpunk, a editora cunhou outras influências, desta vez em analogia ao período renascentista. Os ambientes são carregados de tons sépia e dourados, com as personagens modificadas com implantes a vestirem-se num tom gótico, predominando gabardinas e roupagens negras que contrastam com as indumentárias normais dos humanos puros.

 

A inspiração neste período histórico, onde as mentes brilhantes eram perseguidas por quem não aceitava as novas ideias, acaba por ser o ponto fulcral desta nova aventura. Este paralelismo assenta na divisão social entre aqueles que são modificados por implantes e os ditos puros. Sendo este novo jogo uma prequela aos eventos do primeiro capítulo, a tecnologia ainda é mecânica, geração anterior à nanotecnologia. Estas próteses e implantes conferem poderes sobre-humanos aos seus utilizadores e isso é alvo de perseguição pelos restantes, dando origem a constantes ataques às corporações tecnológicas. O maior problema da tecnologia são os efeitos secundários, com os mais pobres a terem acesso a modelos inferiores, causando em muitas situações, rejeições do corpo humano aos implantes. Com isto, são necessários tratamentos caríssimos, a que muitos não conseguem ter acesso.

 

Abordagens distintas
Apesar de o ADN desta aventura ser um RPG, os elementos de ação na primeira pessoa são exímios, permitindo abordar as missões de forma distinta. Podem encarar a ação como um típico FPS, eliminando qualquer oposição para concluir os objetivos, embora esta abordagem se torne bastante mais dura que outras propostas; se preferem passar despercebidos pelos inimigos, então a ação furtiva será a resposta, escondendo os corpos abatidos e evitando despoletar alarmes. Para que conste, é possível finalizar esta aventura sem disparar um tiro, qual Sam Fisher! Obviamente que a abordagem ideal é conciliar as diferentes possibilidades, pois o jogo incentiva à improvisação.

 



As abordagens podem ser facilitadas com os diversos atributos que Jensen poderá desbloquear. É impossível ganhar experiência suficiente ao longo da aventura para apostar em todos os itens, o que obriga a uma seleção estratégica dos mais importantes. Se preferem encarar as missões em ação direta, podem reduzir os recoil das armas ou diminuir o tamanho do retículo da mira, para maior precisão; caso optem por um estilo furtivo, então a camuflagem invisível será vital, assim como aumentar a performance nos takedowns, que eliminam inimigos em corpo a corpo; eliminar câmaras de vigilância, abrir portas trancadas eletronicamente ou anular metralhadoras estacionárias torna-se possível se apostarem no hacking de terminais; por outro lado, investir na força da personagem permite abrir buracos nas paredes ou empurrar objetos pesados, descobrindo passagens alternativas aos objetivos.



Adam Jensen é o novo protagonista, um ex-agente da SWAT, que trabalha agora como segurança privado da Sarif Industries, a empresa líder na tecnologia dos implantes mecânicos. Numa sequência inicial, a empresa sofre um atentado terrorista de ativistas “puros”, ferindo gravemente Jensen, salvo apenas com implantes superiores. Quando regressa ao ativo, a personagem parte numa demanda à procura dos responsáveis pelo incidente, longe de saber a conspiração em torno desta crise. Apesar de este título funcionar como uma história independente, são estabelecidas fortes ligações com o primeiro capítulo, explicando eventos que levaram à criação da UNATCO ou a presença de fações como os Illuminati, que os fãs irão reconhecer.

A campanha oferece uma longevidade muito bem-vinda, com uma narrativa cheia de reviravoltas esculpidas por algumas escolhas do jogador. Principalmente devido às demandas secundárias que encaixam na trama com tal impacto que é quase impossível passar ao lado sem as completar.

 

 

E fica aqui um bocado deste grande jogo para ser explorado que ja levou uma pontuaçao de 9.4, espero que gostem de mecanismos robo e de robos marados do seu circuito . 

Fiquem com uma noite de Insonia com Deus Ex: Human Revolution

 

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